Por Silvana Freitas
Felipe Almeida Sartorelli é skatista desde os 11 anos de idade, hoje com 18, usa a Praça do Trabalhador, localizada na Avenida Teotônio Vilela, como sua pista de treino.
Silvana F. - Qual sua opinião sobre o desenvolvimento do skate no Brasil?
Felipe - O esporte infelizmente ainda não é bem sucedido no país, as pessoas só enxergam como perigoso. Muitas vezes acham que quem está “tirando uma onda” com seu skate é vagabundo, mas isso não é verdade, todos nós ou a grande maioria, trabalhamos em empregos fixos, enquanto o sonho de ser um profissional reconhecido não se torne realidade.
Silvana F. - Você tem patrocinador ou alguém que lhe apoia?
Felipe - Ainda não tenho, mas participo de um projeto na Escola Estadual Jorge Saraiva pelo ProJovem – Programa Nacional de Inclusão de Jovens – e com certeza vou conseguir um patrocinador. As outras pessoas que me dão apoio são meus pais: a única coisa que eles me pedem é andar (de skate) com consciência e evitar lugares perigosos para não acontecer comigo o que aconteceu com o Rafael Mascarenhas – filho da atriz Cissa Guimarães, atropelado em julho deste ano quando andava de skate em um túnel no Rio de Janeiro –, que por sinal, fazia belas manobras.
Silvana F. - Você acredita que os skatistas tem o mercado fechado para crescer no esporte?
Felipe - Acredito que sim, a própria mídia não dá um apoio para os skatistas como dá para um jogador de futebol.
Silvana F. - Então, o que deveria ser feito para mudar essa visão dos patrocinadores e da mídia?
Felipe - Tanto patrocinadores como a mídia deveriam dar mais oportunidades para que nós pudéssemos mostrar nosso trabalho e provar que também somos capazes de colocar o skate como um esporte de alta aceitação, assim como outro qualquer.
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